sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A single man.



É tempo de empurrar a poeira para debaixo do tapete, e se isso significa empurrar pessoas junto também... que seja. Pare de se importar com quem não se importa com você. Enquanto você lamenta, sofre, relê as cartas que não foram entregues, a outra pessoa dança, sorri e vive a vida tranquilamente. Quem está fazendo a coisa errada? Você ou ela? Apenas um dos dois está desperdiçando tempo, e você sabe muito bem quem é. Se as coisas continuarem como estão, daqui algum tempo, só irão haver frustrações. "Por que eu perdi tempo pensando nele?" ou "Por que eu não me foquei naquele projeto?". Ponha a mão na consciência, rápido. Você está recebendo todo o armamento que precisa para esquecer alguém: a indiferença dela. Faça o mesmo. Há tantos problemas a serem resolvidos, e você gastando energia com situações desnecessárias. Estude, aproveite os amigos, jogue video-game, faça exercício físico, ou qualquer coisa que você goste. Não há mais tempo na agenda para "pensar nele", risque isso, jogue no lixo e coloque-se em primeiro lugar. É isso ou - literalmente - morrer de amor.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O contrário de se apaixonar.

Frio correndo na espinha, "borboletas" no estômago, suor na palma das mãos. Não demora mais que alguns segundos. É como um estalo, mais rápido que um verso. Basta olhar, e pronto. O contrário disso é lento, em conta-gotas. Nos primeiros dias, ela é a primeira pessoa que surge na cabeça. Você procura seu celular entre o quarto bagunçado, o encontra sem bateria, coloca para carregar, e quando vai mandar uma mensagem de texto, vem a segunda lembrança do dia: vocês terminaram. "Não tem tem nada de mal em mandar uma mensagem, tem?" Tem, vocês não estão mais juntos, ele não espera receber nada seu. Pior, ele provavelmente já te esqueceu. O trem andou, seguiu viagem. Você? Ainda o aguarda na estação. Eu sei, é inevitável. "Ele pode voltar, vou deixar a porta entreaberta." Desculpa ser sincero, aceite o quanto antes, surpresas não vão acontecer. Ele não vai voltar arrependido com o rosto molhado, pedindo desculpa. É meu caro, esquecer é difícil. Nunca estamos preparados para uma perca. Não é como um objeto emprestado, que sabemos de antemão que ele irá voltar para o dono em breve, embora a sua história tenha sido parecida, não é verdade? Então, ele nunca foi seu. Como você não fazia idéia, eu não te culpo. Agora levanta, sai dessa cama, dá algumas passos lentos até cozinha, toma um copo de leite e segue tua vida, segue tua vida o quanto antes. Um dia... qualquer dia desses, você nem vai lembrar de deixar a porta entreaberta, vai por mim.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Passado presente.

Mas você vai lembrar à primeira vista: das nossas mãos entrelaçadas, a tua respiração ofegante, os lençóis pelo chão, a cama ainda desarrumada da noite anterior. Do banquete, do gelado, das torradas. A sua mão na minha coxa, a outra por dentro da blusa. Minha mão na tua nuca, a outra no volante. A chuva tentando penetrar o telhado, você sussurrando coisas, cada gota era uma palavra de amor. Não tinha que amanhecer, mas amanheceu. As folhas secaram, a cama foi arrumada, não havia café, não havia lençóis no chão, não havia você, não havia mais nada.
 
[qualquer texto que não possua referência, é de minha autoria.]

domingo, 4 de dezembro de 2011

Coisas bonitas também machucam.

Assim como a rosa possui espinhos, o amor também. Comigo funciona sempre tal qual como é com as rosas: quando tento pegar, sangra. Já tentei de todas as formas. Delicadamente, bruscamente, tirando pela raiz, mas não consigo... o amor só é lindo se visto de longe. Só é bonito quando vejo casais passeando na rua, quando um casal de amigos divide sorvete na minha frente. Quantas vezes não disse que o amor não foi feito para mim? Milhares. E quantas vezes provaram que eu estava errado? Nenhuma. Sabe aquela história do "até que se prove o contrário"? Pois é.

sábado, 3 de dezembro de 2011

virgile em: talvez uma história de amor


"Há poucas experiências tão dolorosas quanto uma ruptura. A separação é vivida como um atentado planejado meticulosamente, pois a bomba foi colocada bem no nosso coração: é impossível escapar da violência de sua deflagração." Pág.09


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Conheci o Martin lendo "Como me tornei estúpido", e foi um dos melhores livros que li em 2011. Agora, me dei de presente essa obra-prima da foto. Os personagens principais do Martin se parecem comigo, eu me identifico muito. Estão sempre sozinhos e são observadores. É o livro atual da minha cabeceira.


#Recomendo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre relacionamentos.

Não me considero bonito como alguns dizem, nem feio como outros opinam por trás. Sou normal, comum. Não tenho a pretensão de arrancar suspiros, não tenho mais pretensão de nada. Queria ter levado esse ano nas costas de uma forma menos emocional, mas a gente nunca sabe quando alguém irá cruzar nosso caminho, não é mesmo? Não há como nos julgarmos inteligentes quando o assunto é relacionamento, eles nos deixam burros - eles não, o amor - independente da experiência que a gente tenha adquirido. Você teme que algumas coisas sejam arrancadas, mas sempre acaba arriscando. O gosto da curiosidade é delicioso demais, e você quer beber, beber... e ver o que tem lá no fim do copo. Não deveria existir final do copo, nem escassez de bebida, nem amores que terminam antes mesmo de nos acostumarmos sem eles. Esse aprendizado todo é dolorido demais, tem as unhas afiadas, rasgam o peito, esfarelam seu coração em poucos segundos. Eu queria ser menos curioso, não consigo. Sempre que pinta uma oportunidade de ser feliz, eu vou lá dar uma conferida. De repente, enquanto tudo parecia estar bem, o diretor invade a cena, pede que todos se retirem e manda todos voltarem no dia seguinte. Fim de gravação.

terça-feira, 29 de novembro de 2011




Três pedidos? Posso pedir só um, e pedir para os outros dois reforçarem o primeiro?